Trabalhadores dos Correios em todo o país iniciaram, nesta sexta-feira (11/09), uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada após a realização de assembleias organizadas por sindicatos locais e pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correio e Telégrafos (Findect), marcando o início de uma nova fase da campanha salarial da categoria diante do impasse nas negociações com a gestão da estatal.
Principais motivos da paralisação
O estopim para a deflagração do movimento ocorreu após as tratativas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026/2027) terminarem sem consenso. Entre os principais pontos de discórdia estão:
- Plano de Saúde: A Findect aponta que a direção dos Correios busca alterar sua condição de mantenedora do plano de saúde, o que gera grande apreensão na categoria em relação aos custos e à garantia da assistência médica para trabalhadores, aposentados e dependentes.
- Reajuste Salarial e Benefícios: Impasses no reajuste dos salários, recomposição de perdas inflacionárias e reestruturação das condições de trabalho e segurança nas agências e centros de distribuição.
Abrangência do movimento e mediação
Ao todo, 35 das 36 assembleias regionais realizadas no país votaram a favor da paralisação, abrangendo sindicatos de praticamente todos os estados (como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia). Apenas no Acre a votação foi agendada para o decorrer do dia.
Diante do impasse nas negociações diretas, o caso também foi levado à mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) na tentativa de buscar um acordo intermédio entre a estatal e as entidades representativas dos trabalhadores.


