O resultado da apuração do primeiro turno das eleições presenciais de 2026 expôs divergências significativas entre as estimativas divulgadas pelos principais institutos de pesquisa e o resultado apurado nas urnas. Enquanto a contagem oficial das urnas registrou 47,03% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 45,16% para Lula — garantindo uma vantagem de 1,87 ponto percentual a Flávio —, a maior parte das empresas de levantamento indicava a liderança do candidato Lula antes do pleito.
Apenas três institutos projetaram a liderança de Flávio Bolsonaro sobre Lula nas pesquisas finais: Veritá, Gerp e Futura/100% Cidades. Dentre eles, os institutos Veritá e Gerp foram os que mais se aproximaram dos números reais consolidados pelas urnas, ambos apresentando um erro de apenas 0,13 ponto percentual ao apontarem Flávio com 47% e 46% dos votos, respectivamente, frente aos percentuais de Lula.
Em contrapartida, institutos de grande projeção nacional como Quaest, PoderData, AtlasIntel, Datafolha, BTG/Nexus, Real Time Big Data e CNT/MDA registraram erros superiores nas margens de vantagem e indicaram cenários em que Lula aparecia à frente. Os desvios observados em relação à vantagem das urnas variaram entre 2,87 pontos percentuais (Quaest) até 7,57 pontos percentuais (CNT/MDA), reacendendo o debate público sobre as metodologias de amostragem e a precisão das projeções eleitorais no país.


