A Defesa Civil de Marataízes voltou a interditar o trecho do Monumento Natural das Falésias, próximo à Praia dos Cações. A formação geológica voltou a desmoronar por causa da erosão marinha.

Segundo Jones Toledo, coordenador da Defesa Civil Municipal, o local está sendo monitorado diariamente, pelos riscos que apresenta. A erosão costeira causa o fenômeno chamado de “solapamento”, no qual a parte inferior da encosta é escavada pela força das ondas. Com isso, a estrutura perde sustentação e começa a apresentar rachaduras e deslocamentos.
Além da ação do mar, outros fatores contribuem para o agravamento da situação, como a infiltração da água das chuvas, o aumento da umidade do solo, o peso da vegetação sobre a borda da falésia, e a marés mais altas nesta época do ano, associada a ventos fortes.

Vídeos e fotos feitos pela Defesa Civil mostram uma abertura vertical significativa na parede da falésia, além de blocos já desprendidos na parte inferior, sinais que podem indicar risco de novos deslizamentos.
“Eu creio que essa parte da fissura ou abertura da falésia pode cair até o próximo final de semana. Se o tempo mudar, com mais vento e chuva, o desmoronamento pode acontecer bem mais rápido”, afirmou Jones Toledo.

Por isso, a Defesa Civil orienta turistas, moradores da Praia dos Cações e do Município, para não passarem perto da falésia, e principalmente ficar embaixo da formação geológica para aproveitar a sombra. O risco de soterramento com feridos e até óbitos é muito alto.
A Defesa Civil informa ainda que o processo de erosão é natural e faz parte da formação das falésias, que são paredões íngremes esculpidos no litoral pela combinação entre a força do mar, dos ventos e das chuvas.

As falésias se formam quando as ondas batem continuamente na base de rochas ou sedimentos, causando instabilidade e desmoronamentos que recuam a costa ao longo de milhares de anos.


