O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura, nesta sexta-feira (30), do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, que estava preso há quase um ano sob a acusação de vazamento de informações para investigados em um esquema de corrupção. A liberação, contudo, veio acompanhada de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno das 19h às 6h de segunda a sexta-feira, recolhimento integral aos finais de semana e feriados, entrega de passaportes, proibição de sair do país e vedação de contato com os demais investigados.
A decisão fundamentou-se no início da ação penal no STF para apurar os crimes de obstrução de investigação sobre organização criminosa e violação de sigilo funcional, avaliando-se que não persistiam razões para a manutenção da prisão preventiva com a finalidade de garantir a ordem pública. A defesa do desembargador, conduzida pelo advogado Patrick Berriel, reforçou que sempre considerou a prisão desnecessária e que a suficiência das medidas cautelares foi finalmente reconhecida, declarando que a inocência será provada durante a instrução processual.


